
televisores e monitores, microondas, máquinas fotográcas, lâmpadas uorescentes e eletroeletrônicos como rádios, aparelhos
de som e DVD, celulares, mp3 players, tablets a TVs, máquinas lavar louça e roupa, geleiras e etc., que foram descartados por
seus donos. A preocupação ambiental em relação a este novo tipo de lixo, vem crescendo muito nos últimos anos.
A questão da ideia que as pessoas têm sobre o lixo eletrônico, pensando em uma sociedade de consumo, como é Moçambique,
remeteu-nos a seguintes constatção. Numa sociedade de consumo habituada a “comprar, descartar e comprar novamente”,
como é Moçcambique, para além da geração de grande quantidade de lixo eletrônico, infelizmente também acontece o descarte
inadequado destes materiais, o que leva ao acúmulo aumento da poluição ambiental e desperdício de materiais que poderiam
ser reutilizados. Esse cenário mostra-nos, que a sociedade moçambicana ainda está longe do entendimento porque o lixo
eletrônico é um problema para a sua sociedade. Em nossa opinião, a falta de empresas industriais vocacionadas a produção de
equipamentos tecnologicos e electronicos, contribui grandemente para o não conhecimento sobre os metais pesados, que na sua
maioria estão presentes no lixo eletrônico e que representam um risco signicativo para a saúde humana. A exposição a essas
substâncias essenciais, mas toxicas pode causar danos neurológicos, problemas respiratórios, distúrbios hormonais e até doenças
câncerígenas.
Ao serem jogados no lixo comum, as substâncias químicas presentes nos componentes electrónicos, como mercúrio, cádmio,
arsênio, cobre, chumbo e alumínio, penetram no solo e nos lençóis freáticos contaminando plantas e animais por meio da água,
podendo provocar a contaminação da população através da ingestão desses produtos. Es as categorias do e-Lixo:
(a) Grandes equipamentos: geleiras, freezers, máquinas de lavar, fogões, ar condicionados, microondas, grandes TVs, etc.
(b) Pequenos equipamentos e electroportáteis: torradeiras, batedeiras, aspiradores de pó, ventiladores, mixers, secadores de
cabelo, ferramentas eléctricas, calculadoras, câmeras digitais, rádios, etc.
(c) Equipamentos de informática e telefonia: computadores, tablets, notebooks, celulares, impressoras, monitores e outros.
(d) Pilhas e bateria portáteis: pilhas modelos AA, AAA, recarregáveis, baterias portáteis de 9 V, etc.
Buscando soluções
● O que pode ser feito para minimizar o impacto no meio ambiente?
Vivemos numa sociedade onde regra geral, a consciência ambiental ainda é fraca. Há três opções recomendadas, embora nem
todas sejam aplicaveis!
(a) Reparar os dispositivos
● Usar os nossos dispositivos aos seus limites
(b) Reciclagem
● Reciclar é uma solução melhor e mais ecológica de tirar metais de produtos existentes.
(c) Devolver ao fabricante
● Diversos fabricantes, como Dell, Apple e HP, oferecem programas de devolução de produtos.
2. Enquadramento metodológico
As TIC têm um carácter de uma tecnologia integrada e integradora, por via disso, torna-se difícil reetir e estimar o impacto
especíco das TIC tanto para fenómenos macroeconómicos assim como para indicadores ambientais. Em princípio, existem
duas abordagens para avaliar os efeitos ambientais das TIC: Efeitos macroeconómicos que distinguem entre um efeito de
crescimento, um efeito estrutural e um efeito de tecnologia e a segunda que distingue entre efeitos de primeira, segunda e
terceira ordem das TIC sobre o meio ambiente. Porém, vale frisar que a segunda abordagem é a mais adotada pela ciência.
Nosso estudo, baseando-se na pesquisa bibliográca e documental com carácter exploratório focou-se nos efeitos de 1ª ordem
das TIC. Os principais campos analisados são o consumo de energia na produção, o uso de TIC, a reciclagem e o descarte dos
resíduos resultantes da obsolência dos equipamentos após seu ciclo de vida (ROCHA, 2007a/b).
Impacto das TICs na economia global: a tecnologia permite que as empresas alcancem um público global, aumentando suas
receitas e criando novos mercados. Além disso, as TICs têm um papel fundamental no desenvolvimento de novos sectores
econômicos, como a economia digital. Aqui vale referenciar os estudos feitos e as experiências inéditas dos autores Galor e
Tsiddon (1997), que por meio de um modelo, conseguiram demonstraram como o avanço tecnológico resulta em crescimento
do PIB, quando se relaciona o progresso tecnológico, á desigualdade salarial, ao capital humano e ao crescimento econômico.
Supõe-se que a economia é perfeitamente competitiva, com surgimento de novos indivíduos a cada período, sendo que os
mesmos vivem por dois períodos somente. No primeiro período, o agente poderia poupar e a vantagem de poupar seria a de
melhorar o seu nível de capital humano e receber uma maior remuneração no futuro. Já no segundo período, o indivíduo se
Revista Fidélitas ׀ Vol.5 (2) ׀ Julio-Diciembre 2024 10